quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

esquerda por fora e ...

“O seu partido [“Os Verdes”] é um embuste político”. Estas foram as palavras utilizadas hoje pelo primeiro-ministro, José Sócrates, durante o debate quinzenal no Parlamento, dedicado à saúde, quando respondia à deputada do PEV Heloísa Apolónia. O chefe de Governo acrescentou, ainda, que considera que esta força política não passa de um truque do PCP: “Todos os portugueses sabem o que vocês são, verdes por fora e vermelhos por dentro”, disse.

Confesso que perdi grande parte do debate semanal ( o minha culpa, minha tão grande culpa! ).

Confesso também que adormeci. De verdade!

Mas é bom que se diga que acordei a tempo para a festa! ( em jeito ideológico, pode-se dizer que adormeci à direita e acordei à esquerda )



é de louvar a capacidade do senhor José Sócrates ( a.k.a. josé idiócrates ) de não responder às perguntas que lhe são dirigidas. Ao invés, começa numa saraivada de insultos acompanhado do seu já bem conhecido, sorriso de puro desdém.

Bom se o PEV é um embuste politico, o que dizer das mil e uma promessas de sua excelência, que até à data, poderão ser contadas pelos dedos, as que foram objectivamente cumpridas?



O que despoletou tamanho barulho na A.R., terá sido o facto, de um discurso de José Sócrates ser leitura recomendada para uma prova escrita de um concurso de promoção de funcionários do IEFP.

mmm... onde já vi isto antes?






O ego de Sócrates é como as ervas daninhas....

em vez de mingar.... cresce!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

um ano



um ano de blogosfera.

Nem estou em mim! sempre me disseram que o tempo passava depressa, mas só agora tive a confirmação.

Confesso que, quando comecei a vaguear e a deambular por este mundo ( que de pequeno nada tem ), pensei que este blogue ( e especialmente este! ) iria durar pouco, e que seria por mim esquecido na imensidão deste espaço virtual.


Bom, parece que me enganei xD


Não prometo mais um. Quem sabe se para o ano cá estarei. Eu teria todo o prazer =)

só tenho a agradecer a quem leu os meus textos, a quem deixou um comentário, a quem me incentivou a escrever mais...



A todos vocês, um sincero e agradecido obrigado...


...porque sem vocês há muito que tinha desistido =)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Há dias em que nada parece concreto, em que tudo o que fazemos parece não sair como esperamos, que ninguém nos parece ouvir, que nos sentimos desesperados à procura de alguém que não está lá...

Há dias em que nos parece iminente a descoberta de um novo fim do mundo. Que o bem e o mal não existem ou são sinónimos disfarçados...

Há dias em que parece, que tudo aquilo em que acreditamos, não passa de pura ilusão e idiotice. Percebemos que somos tão pequeninos, que não podemos, nunca, mudar o mundo.

Há dias em que não chorámos, simplesmente, porque nos secaram as lágrimas. Porque o vazio é é tão grande, que o fosso que se abre em nós, não é capaz de suportar toda a nossa mágoa e descoberta.

Há dias que não são bem dias. São horas de tortura, lamento e loucura. Horas em que a realidade mais dura nos atravessa como uma faca aguçada.

Há dia em que percebemos que vamos morrer sozinhos. Que a solidão não tem cura e que o vento que nos gela a cara tem mais vida que nós.

Há dias em que sabemos que não deveria haver amanhã.

E no entanto...

Quando nos deitamos, na cama a pensar nisto tudo, temos sempre a esperança que o novo dia seja diferente e que tudo se componha connosco e à nossa volta.


Mesmo que esses dias, sejam todos os dias...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Poema aos monstros

Aplaudem, eles,
MONSTROS!
sapientes do mundo e de todas as coisas nenhumas.

Andam, eles,
altivos,
monstros,

Nas minhas costas são ratos
À minha frente, leões,
Mordam-me, monstros, Mordam-me!
Dêem-me de comer às multidões!

Riam-se de mim!
Riam-se da minha timidez embaraçada.
Batam-me, monstros, batam-me!
sou apenas uma velha, burra, e cansada.

Gritam à meia noite
Os novos monstros frustrados.
Aplaudem a vida com um açoite
e as suas almas vão morrendo aos bocados.

Matam-me, os monstros agora
e as velhas boas de outrora
aos poucos vao sendo,
atiradas borda fora.



( os monstros nunca hão- de morrer
pois vida longa devem merecer )

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Beatles




até 2009, porque antes não devo voltar.

apenas vim dizer que não morri, que estou bem viva e que me apetecia fazer um grande post, publicar um ou outro texto, mas não posso.

Logo o meu desejo para 2009, é publicar qualquer coisinha decente aqui.

Como ainda tenho mais 11 ( bem dita seja a tradição das uvas passas que nos dá um montão de desejos para esgotar eheh) quem quiser pedir algo, é só dizer, porque eu para ser franca, não sou de pedir muito.

um bom ano para toda a gente, muita loucura que é bastante preciso.

( **ah! adoro a musica acima )

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

to play at my funeral





___


... era giro se fossemos todos iguais...

...o pior, seria, se fossem todos iguais a mim....


=)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Apenas mais um dia

Quase Natal. Espera-se alegria, sorrisos, gargalhadas, uma grande mesa repleta sorrisos felizes. Crianças a correr pela sala, o sorriso carinhoso dos mais velhos, o calor humano e todos os demais clichés da época natalícia.

Porque é isso que se espera desta época. Mesmo que não seja autêntico, mesmo que não seja verdadeiro, mesmo que os sorrisos sejam amarelos, mesmo que a cena seja sempre a mesma, repetida de ano a ano, não esperamos outra coisa do natal.

Imagino como será passar o Natal sem ninguém, ao lado de uma árvore de Natal, onde apenas existe um sapatinho.

Imagino como será passar o Natal na companhia de uma televisão, esperando os mil e um convites que não vão aparecer.


" -Não compreendo porque não há mais dias assim... "

Somos egoístas. Não gostamos de partilhar. Não temos culpa. É uma condicionante humana.

Partilhar... Dar, de livre e espontânea vontade. Não falo de prendas. Não falo de dinheiro.

Apenas um abraço. Quantas vezes precisamos apenas disso?





"Hoje é dia de ser bom.

É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,

de falar e de ouvir com mavioso tom,

de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.(...)"

(Dia de Natal - António Gedeão)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Comparação Politicamente Incorrecta (1)

Enfeites de Natal estão para os meus olhos como o Governo para os ignorantes.

Cegam-nos com um idiota e espampanante espectáculo de luz.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eu juro que não publico mais poemas!

"Rimanço" sem nome por Miúda do Armário


"As palavras apanham-se no ar
Destro-as e volto a montar
Faço construções rimáticas
Paradigmáticas
Disfuncionais
E anormais


Vulgarizo sentimentos invulgares
Complico o que não é complicado
Deixo as palavras se suicidarem
Do meu prédio amaldiçoado


Palavras negras e obscuras
Sentimentos perdidos e isolados
Palavras em sentido, sem curas
Milagrosas, para males e fados

Não junto palavras por encomenda
Não anseio preencher a fenda
Não entro nessa contenda
Dos poetas para revenda


Não faço poemas de amor
Vazios, cheios de ar
Apenas largo as palavras no mar


Elas que se molhem

Eu fico só a ver
Porque a minha vida não é isto
E eu tenho mais que fazer"