são heróis e mártires porque nunca erram. nunca erram e nunca erram comigo, porque eu , sim eu, erro mais e mais e nunca acerto. porque eles e elas não têm telhados de vidro, e porque os meus pés e braços estão em chagas e os deles, bem os deles, permanecem imaculados.
e porque eles dão sempre a volta a história, e fazem e refazem tudo como querem, e porque a vontade deles é mais forte, sim é mais forte que os meus pés, e porque os meus pés acabam sempre em sangue. mas os deles, os deles não, permanecem quase sempre imaculados.
perfeitos, tão perfeitos.
e porque eu sou analfabeta, e sofro de iliteracia, mas eles por contrário , são vastos e percorrem o mundo, e eu sou a culpada dos dissabores, mesmo que por eles causados, porque eu sou má , sou besta, mas eles não, imaculados.
perfeitinhos , tão perfeitinhos.
e porque eu sou deprimida, e porque o meu discurso é incoerente , e porque não uso daquelas palavras sóbrias , e não pauso o meu texto com citações de autores mais ou menos desconhecidos, e porque eu não tenho piada, porque um mundo onde a piada existe, não é imaculado.
e não entendem o meu sofrimento, porque o meu sofrimento não tem razão de ser, porque eles podem ser infiéis, mas eu não, eu não posso errar, eu não posso defender-me.
só posso calar, calar , calar e ouvir com atenção a minha culpa, tão e tão imaculada
sábado, 30 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
quatro
ser feliz e tão feliz no acto de te perder.
ser feliz e tão feliz na ânsia de te encontrar, de novo, de novo, de novo, de novo.
e de novo, ali estás, de pé, ao lado do teu próprio mar de mágoas, chorando lágrimas incolor ao som do teu paradigma, ao som das tuas palavras, ao som mártir do teu amor sentido, por mim tão sentido.
sentir o teu cheiro de novo, é morrer mais uma vez, é padecer novamente por ti.
leva-me, que a força do meu braço torpe é menor que o sentido das minhas palavras.
ser feliz e tão feliz na ânsia de te encontrar, de novo, de novo, de novo, de novo.
e de novo, ali estás, de pé, ao lado do teu próprio mar de mágoas, chorando lágrimas incolor ao som do teu paradigma, ao som das tuas palavras, ao som mártir do teu amor sentido, por mim tão sentido.
sentir o teu cheiro de novo, é morrer mais uma vez, é padecer novamente por ti.
leva-me, que a força do meu braço torpe é menor que o sentido das minhas palavras.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
No fundo
no fundo bem no fundo, sei que nunca mais irei bater ai mesmo, no fundo.
porém à superfície penso curiosamente, no oposto.
porém à superfície penso curiosamente, no oposto.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
oitava
.. e como o meu sangue gritava loucura, quando da tua boca tremida sairam palavras doces e frágeis, eloquentes do teu pobre coração iludido...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
comme des enfants
espero pela má fortuna. espero que me apanhe. espero que me prenda e me amarre.
espero que fiques e que não fiques, mas que te vás embora depois para voltares no momento a seguir. espero pela solidão de quando não te vejo e pela alegria de te poder abraçar novamente.
e como eu sei que tudo o que não te dou, tu me dás de volta.
e como eu sei que nada do que eu faço grita amor. mas mesmo assim, insistes em voltar.
e como eu sei que a dureza das minhas palavras corroem a tua boca e os teus sentidos.
e como eu sei que corro mais rápido, e que os teus pensamentos voam a mil, a mil e um quando me vês.
e eu sei de tudo o que vejo. e eu sei de tudo o que não vejo. porque eu estou em todo o lado. e ainda assim continuo em mim.
e só em mim.
e brinco e jogo com as palavras e nunca quero dizer o que disse ou o que deixei por soltar, por entre verbos amorfes que te preenchem devagar.
e voam gargalhadas entre piadas de mau gosto, que acabo por inventar. e és feliz e sou feliz por momentos nesse jogo mórbido e putrefacto.
e tu sabes, e eu sei, e toda a gente sabe que te roubo a cada minuto que passa, mais um bocado de ti e o prendo ao meu corpo, e o prendo à minha aura negra e condensada.
e porém, é tão engraçado como apesar de tudo, continuas aqui.
é tão engraçado como isso me faz tão..
.. feliz.
"Il m'aime encore, et toi tu m'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort"
espero que fiques e que não fiques, mas que te vás embora depois para voltares no momento a seguir. espero pela solidão de quando não te vejo e pela alegria de te poder abraçar novamente.
e como eu sei que tudo o que não te dou, tu me dás de volta.
e como eu sei que nada do que eu faço grita amor. mas mesmo assim, insistes em voltar.
e como eu sei que a dureza das minhas palavras corroem a tua boca e os teus sentidos.
e como eu sei que corro mais rápido, e que os teus pensamentos voam a mil, a mil e um quando me vês.
e eu sei de tudo o que vejo. e eu sei de tudo o que não vejo. porque eu estou em todo o lado. e ainda assim continuo em mim.
e só em mim.
e brinco e jogo com as palavras e nunca quero dizer o que disse ou o que deixei por soltar, por entre verbos amorfes que te preenchem devagar.
e voam gargalhadas entre piadas de mau gosto, que acabo por inventar. e és feliz e sou feliz por momentos nesse jogo mórbido e putrefacto.
e tu sabes, e eu sei, e toda a gente sabe que te roubo a cada minuto que passa, mais um bocado de ti e o prendo ao meu corpo, e o prendo à minha aura negra e condensada.
e porém, é tão engraçado como apesar de tudo, continuas aqui.
é tão engraçado como isso me faz tão..
.. feliz.
"Il m'aime encore, et toi tu m'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort"
terça-feira, 19 de abril de 2011
d. pedro primeiro de portugal
lembro-me claramente de uma vaga terça feira, em que perdida acordei já com o peso de mil narcóticos na cabeça.
lembro-me de sentada pensar na solidão que havia provado.
em ti e em mim.
e lembro-me também como sozinha apareces-te perdida de olhares de um outro sitio qualquer, e como o sol dourava levemente os teus cabelos plenos de um qualquer tipo de veneno.
e como o frio no teu olhar se tornou ameaçador quando entre dentes murmurei : perdoa-me..
lembro-me de sentada pensar na solidão que havia provado.
em ti e em mim.
e lembro-me também como sozinha apareces-te perdida de olhares de um outro sitio qualquer, e como o sol dourava levemente os teus cabelos plenos de um qualquer tipo de veneno.
e como o frio no teu olhar se tornou ameaçador quando entre dentes murmurei : perdoa-me..
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