terça-feira, 13 de abril de 2010

domingo, 28 de março de 2010

amber leaf






Acordamos, quando, vemos que lá fora o dia já passou e a única coisa que resta, é o fim do universo.

E às vezes o que resta é somente o corpo demente e o fumo do cigarro que teima em reacender no fundo da nossa alma.

segunda-feira, 15 de março de 2010

i will just die another day





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every time i'm afraid of living again, i think of you and every lasting will of death goes away in the wind...

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Um Adeus Poético.


preciso urgentemente de açucar, sinto as minhas pernas subitamente a perder as forças, a tua maldição ainda precorre o meu corpo, eu sei como te odeio, eu sei como te odeio, e ninguém sabe de ti, ninguém, nem eu.

e ainda bem.

se soubesse acabava tua amiga. acabava tua amiga e eu não quero mais sofrer.

este é o último texto que escrevo sobre ti. que fique bem registado.

erraste bastante , erraste bastante, erraste ainda mais nas farpas que me atiraste à cara.

erraste o bastante.

se perguntares por mim, eles vão te dizer que morri. e morri de facto. e não foste ao meu funeral.

este é ultimo texto que escrevo para ti e tu nao o vais ler.

e ainda bem.

fica sabendo que te amei, passado, verificaste a concordância gramatical? sim é definitivamente passado.

e o fim? e o fim? esse é agora.
este é o ultimo texto que escrevo sobre ti, e tu foste te embora.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vácuo

Matar um pouco mais a minha dor.
Matar um pouco mais a minha dor.

Querer um pouco mais de dor
um pouco mais de dor,
matar a sede de vingança do meu corpo.

Matar um pouco mais a minha dor, até não restar mais nada.

Um bocadinho de dor
Um bocadinho de dor
Nunca foi tão mau sentir
um bocadinho de dor

Querer dor
Querer dor
pele vermelha a pingar
dor.

Um bocadinho de dor.
Um bocadinho de dor.

Agora, o suor da minha cabeça
mistura-se com o fogo explosivo do meu sangue,
aqui onde paro, nada mais resta,
Quero que tudo estanque
Quero que tudo
desapareça.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

de regresso

estou a modos que de regresso a estas andanças da blogosfera, que sempre me despertaram um curioso fascínio.

este blog fez 2 anos, à uns dias ( é tamanho o meu desleixo que não sei nem por sombras, a data precisa do nascimento do dito cujo)

ora há dois anos, a miúda era mais pequena, mais estranha até, mais fechada talvez em si.

Agora o cabelo cresceu, a estatura manteve-se, as unhas continuam minuciosamente ruídas e o acne nunca chegou a aparecer.

















Ainda tenho medo de abelhas e de cães pequeninos.







se é relevante?









não.








Mas não deixa de ser uma frase bonita.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

... 2

se te vir de novo, não vou aguentar...

se ler tudo de novo não vou parar de chorar...

sábado, 28 de novembro de 2009

we are what we are



Há conversas verdadeiramente produtivas enquanto se bebe um cafezinho em plena baixa do Porto :)

No final chegamos a uma grande conclusão: Somos quem somos e não podemos esconder isso. Porque se o escondemos, vamos também participar nesse esquema discriminatório absurdo que tanto queremos combater.

Se eu estou bem comigo mesma, porque hei de o esconder só para que nada mude neste sistema castrador ?

a mim não me parece justo que tenha que fazer parte do esquema.


eu sou o que sou e não tenho problemas em assumir isso.

that's all.

sábado, 14 de novembro de 2009

Utopia

Dizem que podemos falar
ameaçar,
mudar quem sabe o mundo.

Dizem que podemos intervir,
dirigir
inserir regras a que temos direito.

Mas na verdade somos fracos
a nada temos direito
e nem o pouco temos reservado.

somos inúteis.
escumalha suja da sociedade
filhos impuros e bastardos
de um mundo imerso em castidade

não falamos porque temos medo
e o medo é o nosso único direito
Vimos todos vestidos a preceito
para morrermos afogados em tanta perversidade

Somos a amargura desse pais indigesto
Somos filhos de um qualquer incesto
Somos a luta vencida,
a malta caída,
a malta perdida,
a malta há muito esquecida.

Não me venham dizer que antes era mau,
e que agora podemos falar
e que agora podemos ser livres.
Só é livre quem é igual,
só é livre quem se esconde atras do muro,
Só é livre quem se esconde no escuro,
bem no escuro,
do seu ser.

És um lixo
Não vales nada.
Tudo o que tentas fazer sai te pela colatera.

Ideias, liberdade, democracia é tudo utopia.
Se me dessem total democracia,
o discurso seria,
certamente diferente.

sábado, 7 de novembro de 2009

It's over.

estou mal. juro que me apetece voltar atras e nao acabar contigo. apetece -me fazer as pazes. apetece-me poder beijar te de novo.

mas não posso. tudo voltaria ao mesmo.

tudo permaneceria igual.

tudo se manteria.

e eu nao aguento mais isso.

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"as pessoas nao mudam."

as pessoas nao mudam por ninguem. nem mesmo tu.

gostava que podessemos continuar a falar.

mas isso seria sonhar talvez de mais..


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i know you're hurt .

and the cause for that is all mine.


i'm sorry. but sometimes love is not enough.





maybe someday. someday.. we'll meet again for the first time.

and in that day maybe we can be happy again.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vazio

" sabes quando somos deixados a parte ?

sabes a sensação de cair no esquecimento?

aquela sensação de vazio no estômago?

como quando somos traidos pelos nossos melhores amigos, ou quando eles simplesmente se esquecem que alguma vez existimos.

só o facto de estarmos longe nos poem à parte, destroi a nossa lembrança, a nossa presença.

deixamos de ser parte de um todo e passamos a ser apenas uma peça a mais no puzzle.

deixamos de ser indispensaveis e outros aproveitam - se da posição, que antes nos pertencia.

os nossos sonhos, as nossas conquistas e os nossos desejos são esquecidos assim como o rasto que eles deixam no caminho.

Já ninguém pensa em nós com parte do conjunto, já ninguém nos avisa quando algum evento se aproxima.

Já ninguém sabe quem nós somos.

Já ninguém sabe o que eramos.

Passamos a ser uma sombra negra que tenta a todo o custo entrar para a claridade de novo.

Mas já ninguém nos quer.