Dúvidas e incertezas: algo que nunca me falta, nunca me deve ter faltado e provavelmente nunca me faltará.
Talvez quando era pequena não fossem tão incomodativas, uma vez que naquela altura eram do género “que será aquilo?”, “o que é o mundo?” ou “será possível que um dia vou ser como eles?”, aquelas coisas que qualquer criança se pergunta, mas que nem se dá ao trabalho de pensar no assunto, porque supostamente não é assim tão importante.
E além disso quando era pequena não necessitava de pensar no que fazer, apenas dizia a verdade e actuava conforme o que me convinha, porque naquela altura não pensava no que poderia acontecer depois.
Por vezes gostava que ainda fosse assim pois agora penso demais.
Agora nunca sei o que fazer, que decisão hei-de tomar, pois agora cada passo que dê pode prejudicar o que eu gostaria que acontecesse amanhã. Agora arranjo sempre imensas hipóteses para não fazer o errado, e mesmo nessas nem consigo distinguir a certa, porque se calhar nem haja uma certa.
Por vezes mesmo quando a resposta está mesmo em frente a mim eu arranjo ainda mais hipóteses. E depois penso, penso e não chego a conclusão nenhuma. Estou em constante confusão, sem agir, sem saber o que fazer, sem saber o que quero.
E provavelmente isto nunca mudará…
Sem dúvida a indecisão é um grande defeito.
(by thegirlnextdoor)