ser feliz e tão feliz no acto de te perder.
ser feliz e tão feliz na ânsia de te encontrar, de novo, de novo, de novo, de novo.
e de novo, ali estás, de pé, ao lado do teu próprio mar de mágoas, chorando lágrimas incolor ao som do teu paradigma, ao som das tuas palavras, ao som mártir do teu amor sentido, por mim tão sentido.
sentir o teu cheiro de novo, é morrer mais uma vez, é padecer novamente por ti.
leva-me, que a força do meu braço torpe é menor que o sentido das minhas palavras.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
No fundo
no fundo bem no fundo, sei que nunca mais irei bater ai mesmo, no fundo.
porém à superfície penso curiosamente, no oposto.
porém à superfície penso curiosamente, no oposto.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
oitava
.. e como o meu sangue gritava loucura, quando da tua boca tremida sairam palavras doces e frágeis, eloquentes do teu pobre coração iludido...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
comme des enfants
espero pela má fortuna. espero que me apanhe. espero que me prenda e me amarre.
espero que fiques e que não fiques, mas que te vás embora depois para voltares no momento a seguir. espero pela solidão de quando não te vejo e pela alegria de te poder abraçar novamente.
e como eu sei que tudo o que não te dou, tu me dás de volta.
e como eu sei que nada do que eu faço grita amor. mas mesmo assim, insistes em voltar.
e como eu sei que a dureza das minhas palavras corroem a tua boca e os teus sentidos.
e como eu sei que corro mais rápido, e que os teus pensamentos voam a mil, a mil e um quando me vês.
e eu sei de tudo o que vejo. e eu sei de tudo o que não vejo. porque eu estou em todo o lado. e ainda assim continuo em mim.
e só em mim.
e brinco e jogo com as palavras e nunca quero dizer o que disse ou o que deixei por soltar, por entre verbos amorfes que te preenchem devagar.
e voam gargalhadas entre piadas de mau gosto, que acabo por inventar. e és feliz e sou feliz por momentos nesse jogo mórbido e putrefacto.
e tu sabes, e eu sei, e toda a gente sabe que te roubo a cada minuto que passa, mais um bocado de ti e o prendo ao meu corpo, e o prendo à minha aura negra e condensada.
e porém, é tão engraçado como apesar de tudo, continuas aqui.
é tão engraçado como isso me faz tão..
.. feliz.
"Il m'aime encore, et toi tu m'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort"
espero que fiques e que não fiques, mas que te vás embora depois para voltares no momento a seguir. espero pela solidão de quando não te vejo e pela alegria de te poder abraçar novamente.
e como eu sei que tudo o que não te dou, tu me dás de volta.
e como eu sei que nada do que eu faço grita amor. mas mesmo assim, insistes em voltar.
e como eu sei que a dureza das minhas palavras corroem a tua boca e os teus sentidos.
e como eu sei que corro mais rápido, e que os teus pensamentos voam a mil, a mil e um quando me vês.
e eu sei de tudo o que vejo. e eu sei de tudo o que não vejo. porque eu estou em todo o lado. e ainda assim continuo em mim.
e só em mim.
e brinco e jogo com as palavras e nunca quero dizer o que disse ou o que deixei por soltar, por entre verbos amorfes que te preenchem devagar.
e voam gargalhadas entre piadas de mau gosto, que acabo por inventar. e és feliz e sou feliz por momentos nesse jogo mórbido e putrefacto.
e tu sabes, e eu sei, e toda a gente sabe que te roubo a cada minuto que passa, mais um bocado de ti e o prendo ao meu corpo, e o prendo à minha aura negra e condensada.
e porém, é tão engraçado como apesar de tudo, continuas aqui.
é tão engraçado como isso me faz tão..
.. feliz.
"Il m'aime encore, et toi tu m'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort"
terça-feira, 19 de abril de 2011
d. pedro primeiro de portugal
lembro-me claramente de uma vaga terça feira, em que perdida acordei já com o peso de mil narcóticos na cabeça.
lembro-me de sentada pensar na solidão que havia provado.
em ti e em mim.
e lembro-me também como sozinha apareces-te perdida de olhares de um outro sitio qualquer, e como o sol dourava levemente os teus cabelos plenos de um qualquer tipo de veneno.
e como o frio no teu olhar se tornou ameaçador quando entre dentes murmurei : perdoa-me..
lembro-me de sentada pensar na solidão que havia provado.
em ti e em mim.
e lembro-me também como sozinha apareces-te perdida de olhares de um outro sitio qualquer, e como o sol dourava levemente os teus cabelos plenos de um qualquer tipo de veneno.
e como o frio no teu olhar se tornou ameaçador quando entre dentes murmurei : perdoa-me..
domingo, 17 de abril de 2011
"hoje e sempre amen"
Por vezes consigo.
sim, por vezes consigo.
por vezes, bem por vezes, finjo conseguir .
finjo tentar conseguir.
as vezes, invento. e novamente finjo. e acredito.
acredito que consegui.
sorriso. largo sorriso aberto que esvoaça no meu esgar.
as vezes, sinto-me tão bem fingindo felicidade.
sim, por vezes consigo.
por vezes, bem por vezes, finjo conseguir .
finjo tentar conseguir.
as vezes, invento. e novamente finjo. e acredito.
acredito que consegui.
sorriso. largo sorriso aberto que esvoaça no meu esgar.
as vezes, sinto-me tão bem fingindo felicidade.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
águia de enrolar
são dez e quarenta e cinco.
no cinzeiro dois cigarros.
no coração mil e quinhentas notas de esperança.
e na cabeça três vezes pânico.
da boca dois dedos de conversa
dos dedos setenta palavras que escrevo.
na mão uma caneta.
e em cima da mesa três cadernos pintados a tristeza.
"I feel you in my heart, and I don't even know you
Now we're saying
Bye, bye, bye
Now we're saying bye
Bye, bye
I was nineteen, call me"
no cinzeiro dois cigarros.
no coração mil e quinhentas notas de esperança.
e na cabeça três vezes pânico.
da boca dois dedos de conversa
dos dedos setenta palavras que escrevo.
na mão uma caneta.
e em cima da mesa três cadernos pintados a tristeza.
"I feel you in my heart, and I don't even know you
Now we're saying
Bye, bye, bye
Now we're saying bye
Bye, bye
I was nineteen, call me"
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