sábado, 14 de maio de 2011

No fundo

no fundo bem no fundo, sei que nunca mais irei bater ai mesmo, no fundo.

porém à superfície penso curiosamente, no oposto.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

nada nada de novo

sonho ir até ao fim da lua

... onde começa o sol

segunda-feira, 25 de abril de 2011

oitava

.. e como o meu sangue gritava loucura, quando da tua boca tremida sairam palavras doces e frágeis, eloquentes do teu pobre coração iludido...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

comme des enfants

espero pela má fortuna. espero que me apanhe. espero que me prenda e me amarre.

espero que fiques e que não fiques, mas que te vás embora depois para voltares no momento a seguir. espero pela solidão de quando não te vejo e pela alegria de te poder abraçar novamente.

e como eu sei que tudo o que não te dou, tu me dás de volta.

e como eu sei que nada do que eu faço grita amor. mas mesmo assim, insistes em voltar.

e como eu sei que a dureza das minhas palavras corroem a tua boca e os teus sentidos.

e como eu sei que corro mais rápido, e que os teus pensamentos voam a mil, a mil e um quando me vês.

e eu sei de tudo o que vejo. e eu sei de tudo o que não vejo. porque eu estou em todo o lado. e ainda assim continuo em mim.

e só em mim.

e brinco e jogo com as palavras e nunca quero dizer o que disse ou o que deixei por soltar, por entre verbos amorfes que te preenchem devagar.

e voam gargalhadas entre piadas de mau gosto, que acabo por inventar. e és feliz e sou feliz por momentos nesse jogo mórbido e putrefacto.

e tu sabes, e eu sei, e toda a gente sabe que te roubo a cada minuto que passa, mais um bocado de ti e o prendo ao meu corpo, e o prendo à minha aura negra e condensada.

e porém, é tão engraçado como apesar de tudo, continuas aqui.

é tão engraçado como isso me faz tão..

.. feliz.



"Il m'aime encore, et toi tu m'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort"

terça-feira, 19 de abril de 2011

d. pedro primeiro de portugal

lembro-me claramente de uma vaga terça feira, em que perdida acordei já com o peso de mil narcóticos na cabeça.

lembro-me de sentada pensar na solidão que havia provado.

em ti e em mim.

e lembro-me também como sozinha apareces-te perdida de olhares de um outro sitio qualquer, e como o sol dourava levemente os teus cabelos plenos de um qualquer tipo de veneno.

e como o frio no teu olhar se tornou ameaçador quando entre dentes murmurei : perdoa-me..

domingo, 17 de abril de 2011

"hoje e sempre amen"

Por vezes consigo.

sim, por vezes consigo.

por vezes, bem por vezes, finjo conseguir .

finjo tentar conseguir.

as vezes, invento. e novamente finjo. e acredito.

acredito que consegui.

sorriso. largo sorriso aberto que esvoaça no meu esgar.

as vezes, sinto-me tão bem fingindo felicidade.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

águia de enrolar

são dez e quarenta e cinco.
no cinzeiro dois cigarros.
no coração mil e quinhentas notas de esperança.
e na cabeça três vezes pânico.

da boca dois dedos de conversa
dos dedos setenta palavras que escrevo.
na mão uma caneta.
e em cima da mesa três cadernos pintados a tristeza.




"I feel you in my heart, and I don't even know you
Now we're saying
Bye, bye, bye
Now we're saying bye
Bye, bye
I was nineteen, call me"

quinta-feira, 7 de abril de 2011



óptimo dia para falar demais ...

quarta-feira, 30 de março de 2011

queimando claramente os pés com lava

ambas as correntes acabaram por seguir o padrão normal da água.

enquanto que eu, ainda mais queimei o corpo na maré vaza, onde jaz suterrado todo o amor depositado em vós.

domingo, 27 de março de 2011

forever in dept with your priceless advice

a senhora azul tinha tamanha esperança em si, tamanha esperança nos outros e tammanha esperança em ti, senhora atroz.

a senhora azul deixou cair o rio, deixou cair o seu maço de tabaco e perdeu para sempre o fumo da tua amizade, senhora atroz.

a senhora azul não quer mais ouvir a tua voz, a senhora azul já não sente mais saudade e tudo o que sentia nada mais é, do que vazio, vazio por ti, senhora atroz.

a realidade só demonstrou, senhora atroz, que os conselhos que lhe deste, sobre outras tantas senhoras, que dizias não serem mais do que mera escória, eram sim, talvez, mais até do que tu mesma, senhora atroz.

senhora atroz, a realidade crua das tuas palavras, só disseram mais uma vez, que todos os preconceitos que sobre ti jaziam, estavam certos e certos e mais do que certos.

aposto sem dúvida, que ao leres estas passagens, acreditarás porém , num misto de atrocidade inocente , que estas palavras se dirigem para outro alguém , para outro alguém que não tu, senhora atroz.

a senhora azul cansou-se do teu sorriso, da tua gargalhada e da tua amizade fugaz.

a senhora azul só deseja que sejas feliz, na tua alegria. não tua inocente alegria.

na tua mentirosa felicidade.