adeus rua, adeus rua, adeus, adeus, adeus. os meus pés sangram pelos dedos, e o ardor do meu corpo queima toda a pele que tenho. estou perdida no meio da rua, não sei como cá vim parar. não há um único sinal de vida aqui. ouço gritos na minha cabeça. são fantasmas no fundo do meu cérebro. pensei que os tinha largado, pensei que tinha esvaziado o vulcão que me gritava por dentro . eles dizem que eu não sou ninguém, simplesmente não sou. gostava de o ser. a minha mãe dizia que eu o era.. a minha mãe é um fantasma também. ela, eu e tudo o que me fazia viver não existe mais,nada mais existe para além desta rua e dos fantasmas do fundo da minha cabeça-
domingo, 20 de janeiro de 2013
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
deixa-me matar-te suavemente. passar a minha faca pelo teu pescoço suave. cortar lentamente a jugular e sentir todo o teu sangue quente a escorrer no meu corpo.
quero sentir-te morrer devagar, bem devagar. quero que sintas a minha dor ao morrer também. a minha dor de te ver sem mim, a minha dor de te ver comigo, a minha dor de te querer esquecer, a minha dor de não te conseguir deixar de sentir em mim.
quero que caias bem calmamente no meu colo e que sintas os meus lábios nos teus , de um sopro o teu ultimo beijo será o meu também.
"I dreamt my lady came and found me dead"
quero sentir-te morrer devagar, bem devagar. quero que sintas a minha dor ao morrer também. a minha dor de te ver sem mim, a minha dor de te ver comigo, a minha dor de te querer esquecer, a minha dor de não te conseguir deixar de sentir em mim.
quero que caias bem calmamente no meu colo e que sintas os meus lábios nos teus , de um sopro o teu ultimo beijo será o meu também.
"I dreamt my lady came and found me dead"
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
where is my pride? sometimes I wonder .
I still remember fighting for myself or for what I thought was myself at that time.
I remember acting tough since age of four. nobody could ever beat my pride, my precious pride.
I remember being an androgenous little girl who then turned out to be an androgenous little teen as well. I remember being picked at school. I think I lost my pride here, if I ever had it at all.
I still look at the scars sometimes. they seem so pitiful now as they seem back then.
my lord, I was a digraceful little girl. I still am.
I never forgot my lovers. I still can recite every name. The first one is unforgetable they say. I don't know, maybe that's true. That clumbsy girl almost drove bipolar. no. no. t'was not her fault. It was mine. all along.
And you. oh you who I know for so many time. you are my vortex. I will die within you. and I'm dying. never I though I could love this much.
And the alchoolic pits I drank all my life. They're still in my liver , making me stay forever in this amazing inebriate state.
I shall not proceed. I'm stuck in this town . I've been fighting all my life for nothing. Now, I'm hiding in this black veil. I can't reach a thing. My dark clothes are keeping me warm and I don't know what to feel anymore.
I still remember that day, It was a wednesday. 17. seventeen. seven. teen. se. ven. teen. the number echoes through out my brains. I failed . I failed at dying too. I stopped being a fighter because I was losing the battle, then I tried to quit and quitting was a failure too.
I'm stuck in this apathetic state of mind. my face hides the harm. In true, I don't quite feel a thing.
I still listen her in my head: GROW UP
Fuck you. I'm Peter Pan.
I still remember fighting for myself or for what I thought was myself at that time.
I remember acting tough since age of four. nobody could ever beat my pride, my precious pride.
I remember being an androgenous little girl who then turned out to be an androgenous little teen as well. I remember being picked at school. I think I lost my pride here, if I ever had it at all.
I still look at the scars sometimes. they seem so pitiful now as they seem back then.
my lord, I was a digraceful little girl. I still am.
I never forgot my lovers. I still can recite every name. The first one is unforgetable they say. I don't know, maybe that's true. That clumbsy girl almost drove bipolar. no. no. t'was not her fault. It was mine. all along.
And you. oh you who I know for so many time. you are my vortex. I will die within you. and I'm dying. never I though I could love this much.
And the alchoolic pits I drank all my life. They're still in my liver , making me stay forever in this amazing inebriate state.
I shall not proceed. I'm stuck in this town . I've been fighting all my life for nothing. Now, I'm hiding in this black veil. I can't reach a thing. My dark clothes are keeping me warm and I don't know what to feel anymore.
I still remember that day, It was a wednesday. 17. seventeen. seven. teen. se. ven. teen. the number echoes through out my brains. I failed . I failed at dying too. I stopped being a fighter because I was losing the battle, then I tried to quit and quitting was a failure too.
I'm stuck in this apathetic state of mind. my face hides the harm. In true, I don't quite feel a thing.
I still listen her in my head: GROW UP
Fuck you. I'm Peter Pan.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
às vezes ouço a minha voz, bem clara no fundo da minha cabeça. ela diz-me para andar. chegou o dia do juízo final. chegou o dia do fogo do inferno. queimar-te-á o pêlo e todas as artérias.
ela diz-me e obriga-me a andar. tapo os ouvidos para não ouvir. esqueço-me que a voz vem do interior da minha cabeça. ela obriga-me a correr em direcção ao abismo. melhor morrer que arder no inferno. eu não quero morrer, tento gritar, mas não há força, não há absolutamente nada.
a voz parte-me os ossos, corta-me os nervos , rasga-me a pele. não há dor na amputação. apenas e só alivio.
sem pernas, sem braços, sem nada. peças soltas balançando nos confins do universo.
ela diz-me e obriga-me a andar. tapo os ouvidos para não ouvir. esqueço-me que a voz vem do interior da minha cabeça. ela obriga-me a correr em direcção ao abismo. melhor morrer que arder no inferno. eu não quero morrer, tento gritar, mas não há força, não há absolutamente nada.
a voz parte-me os ossos, corta-me os nervos , rasga-me a pele. não há dor na amputação. apenas e só alivio.
sem pernas, sem braços, sem nada. peças soltas balançando nos confins do universo.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
é.
nao sei quem sou.
nem tão pouco onde estou.
mas sei que um dia
me encontrarei para sempre,
dentro, fora, ou talvez
perto muito perto de ti.
nem tão pouco onde estou.
mas sei que um dia
me encontrarei para sempre,
dentro, fora, ou talvez
perto muito perto de ti.
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